29/01/2026
Se você está passando em frente a uma praça e alguém lhe acerta uma bolada, há três reações presumíveis, praticamente simultâneas; susto, dor e raiva.
A raiva é consequência dos dois primeiros, mas ainda assim é preciso apurar que circunstâncias levaram ao lamentável incidente. Se a bolada foi intencional ou você se expôs ao risco, mesmo que houvesse aviso sobre ele, a sua raiva é igualmente justificável e legítima, porque alguém te machucou.
O problema é quando a raiva passa a ser a forma como a paixão machucada se expressa. Ao alimentar a raiva, você nutre o sentimento que lhe faz sofrer.
Sua raiva não decorre da intencionalidade, mas da dor crua. Quanto mais nutre uma, mais alimenta a outra. É preciso processar melhor a sua percepção das coisas, porque nutrir a raiva, assim como o ressentimento, é permitir que o outro, intencionalmente ou não, continue a lhe fazer mal todos os dias.
Se a raiva também é uma forma de amor machucado, alimentar esse amor através da raiva também é alimentar a dor.
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Escuta que acolhe, fé que transforma